Neste jardim de poesia
As palavras são como sementes
Serão futuramente belas árvores
ou lindas flores
Quem sabe as duas?
Flores que nos façam esquecer as dores
Flores de várias cores
Várias tonalidades
Vindas de vários amores
No meio dos colegas já fui apelidado de gnomo do amor
Apesar de várias vezes trocar uma boa ideia com a dor
Dor do dissabor
Dor rimando com Amor
Por vezes escolhi aprender com o Amor
Mas em vários momentos estava doente e quem veio lecionar antigas aulas foi a Dor.
O tempo chegou, administrou e a ferida fechou
Restaram cicatrizes na alma
Mas para quem vive de verdade, tem de batalhar
Viver é arriscar
Medo demais é doença
Coragem demais é falta de sapiência
Sabe o que é estranho?
Algumas vezes para viver, preciso fingir ser quem não sou
e quem diz que nunca o faz, acaba de mentir descaradamente
Pois a verdade nem sempre é bem-vinda pra essa gente
Essa gente que se esconde por trás de rede social
Ops! Rede social? Ou antissocial?
Que uso você faz dela?
Vive nela? Para ela?
O que é real?
O que é ilusão?
Reparou na minha poesia?
Ela não tem métrica
Ela é assimétrica
Assim como a vida
Rápida, lenta
Altos e baixos
Mas sigo, prossigo, resisto, insisto
Mas neste momento do poema, parei.
...
Uma noite passou…
Uma manhã passou…
Quase a tarde inteira se foi…
Sentei-me para retomar
Não deixar o desânimo, pai da depressão me pegar.
Poesia também é compromisso
Poeta também é ofício
Desde adolescente eu já tinha vários indícios
Desta mania de me expressar de diferentes formas o que sinto na alma
De buscar um remédio natural para no meio da turbulência, encontrar a calma
Hoje abri uma velha pasta para visitar antigos escritos, poemas, desabafos
Tive vontade de jogar fora alguns, de digitar outros, divulgar alguns ou, talvez, todos.
Deparei-me comigo mesmo e experimentei alguns sentimentos do passado
A maioria não gostei, percebi um tanto de depressão na minha adolescência
E senti compaixão de mim mesmo, pois seguia a vida com um misto de malícia, pensamentos negativos e inocência
Mas um ponto me trouxe à consciência: o estudo da escola, da música e o desabafo na escrita
Me mantinham distante da latrina
Nesta época eu tinha dois hábitos que me faziam prosseguir e sonhar
A música e o entender o que havia por trás das palavras dos discos e cassetes
E que me afastavam das ruas, de tretas, drogas e cassetetes
Enfim, vi, ouvi, senti, pouco falei, sobrevivi
Estou aqui!
Criei coragem e hoje exponho meus escritos, muitos nem considero poemas
Como está no subtítulo do meu pequeno livro: “Poesias e Verbalizações da Alma Urbana”
Ainda assim, me sinto muitas vezes, como um índio dentro da cabana
E mesmo sendo mestiço e carioca ainda tenho receio do bicho homem quando saio da minha oca
I love you very, very, very! Your mãe! 😇🤗😍😚😚😊😊
ResponderExcluirThank you, mom! Love you too!💝
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