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sábado, 24 de outubro de 2020

POETRY GARDEN

Neste jardim de poesia

As palavras são como sementes

Serão futuramente belas árvores

ou lindas flores

Quem sabe as duas?

Flores que nos façam esquecer as dores

Flores de várias cores

Várias tonalidades

Vindas de vários amores

No meio dos colegas já fui apelidado de gnomo do amor

Apesar de várias vezes trocar uma boa ideia com a dor

Dor do dissabor

Dor rimando com Amor

Por vezes escolhi aprender com o Amor

Mas em vários momentos estava doente e quem veio lecionar antigas aulas foi a Dor.

O tempo chegou, administrou e a ferida fechou

Restaram cicatrizes na alma

Mas para quem vive de verdade, tem de batalhar

Viver é arriscar

Medo demais é doença

Coragem demais é falta de sapiência

Sabe o que é estranho?

Algumas vezes para viver, preciso fingir ser quem não sou

e quem diz que nunca o faz, acaba de mentir descaradamente

Pois a verdade nem sempre é bem-vinda pra essa gente

Essa gente que se esconde por trás de rede social

Ops! Rede social? Ou antissocial?

Que uso você faz dela?

Vive nela? Para ela?

O que é real?

O que é ilusão?

Reparou na minha poesia?

Ela não tem métrica

Ela é assimétrica

Assim como a vida

Rápida, lenta

Altos e baixos

Mas sigo, prossigo, resisto, insisto

Mas neste momento do poema, parei.

...

Uma noite passou…

Uma manhã passou…

Quase a tarde inteira se foi…

Sentei-me para retomar

Não deixar o desânimo, pai da depressão me pegar.

Poesia também é compromisso

Poeta também é ofício

Desde adolescente eu já tinha vários indícios

Desta mania de me expressar de diferentes formas o que sinto na alma

De buscar um remédio natural para no meio da turbulência, encontrar a calma

Hoje abri uma velha pasta para visitar antigos escritos, poemas, desabafos

Tive vontade de jogar fora alguns, de digitar outros, divulgar alguns ou, talvez, todos.

Deparei-me comigo mesmo e experimentei alguns sentimentos do passado

A maioria não gostei, percebi um tanto de depressão na minha adolescência

E senti compaixão de mim mesmo, pois seguia a vida com um misto de malícia, pensamentos negativos e inocência

Mas um ponto me trouxe à consciência: o estudo da escola, da música e o desabafo na escrita

Me mantinham distante da latrina

Nesta época eu tinha dois hábitos que me faziam prosseguir e sonhar

A música e o entender o que havia por trás das palavras dos discos e cassetes

E que me afastavam das ruas, de tretas, drogas e cassetetes

Enfim, vi, ouvi, senti, pouco falei, sobrevivi

Estou aqui!

Criei coragem e hoje exponho meus escritos, muitos nem considero poemas

Como está no subtítulo do meu pequeno livro: “Poesias e Verbalizações da Alma Urbana”

Ainda assim, me sinto muitas vezes, como um índio dentro da cabana

E mesmo sendo mestiço e carioca ainda tenho receio do bicho homem quando saio da minha oca

2 comentários:

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