“Vencedor não é aquele que sempre ganha,
mas aquele que sabe reconhecer outras forças e seus próprios erros.”
Christian Hygino Carvalho - 15/12/2008
Poesias e Verbalizações da Alma Urbana
“Vencedor não é aquele que sempre ganha,
mas aquele que sabe reconhecer outras forças e seus próprios erros.”
Christian Hygino Carvalho - 15/12/2008
Falta água, mas não na minha alma
Falta água, mas estou saciado
Falta água, logo terei sede
Falta água, tenho sede de quase tudo
Falta água, o mundo me resseca
Falta água...
Ler sobre Florbela Espanca através de Regina Ramos, me fez quase derramar água dos meus olhos sobre a caneca do meu café
Há pouco disse a meu amigo Allan sobre nossa existência com a fé
Tomo meu café com fé
Com a fé
Ca fé
Café
Talvez se vertesse as águas salgadas de meus olhos sobre a caneca egípcia que ganhei de Sônia, minha colega/amiga, professora e historiadora, pudesse experimentar um novo tipo de café. Um café com um toque de mim mesmo. Um café com lágrimas que não passam de materializações do que sinto na alma. Minha alma que há muito tempo já não cabe neste corpo perecível e fugaz perante a eternidade do Cosmos.
Sei que não sou daqui, sei que estou aqui. Sou árvore com raízes profundas e copa grande, que também se alonga ao infinito.
Aguardo a inspiração ma penso che è finita.
Arrivederci.
Um livro sendo lido é como um ser em desenvolvimento na barriga de uma mãe aos olhos do pai.
Livros são vidas à espera do sopro da inspiração de um leitor ou leitora apaixonados.
Não tenho religião e não as quero mais. Não que sejam ruins. São importantes, porém são como remédios. Se tomadas em momentos errados, podem ser como venenos.
Guerras são travadas com armas ou palavras pelo mundo em defesa de religiões. Por estas e outras tantas acabei me afastando.
O passado não me rege. O futuro não me ilude.
As palavras são sons.
As atitudes são as ações e reais materializações de nossas intenções.
Hoje vejo que na maior parte da minha vida eu já era um estoico. Principalmente da minha adolescência até início da fase adulta.
Morro e nasço.
A cada década.
A cada ano.
A cada mês.
A cada semana.
A cada dia.
A cada segundo.
A cada milésimo de segundo.
A cada átomo.
O elogio é de coração
O coração tá apertado
Não sei mais qual direcionamento devo dar a ele
Não me sinto verdadeiramente amado
Somente um poço onde as pessoas derramam suas angústias
Já fui um poço contemplado
Hoje não passo de um poço sujo, impregnado de dúvidas, algumas certezas e uma fé.
Naquele domingo chuvoso e frio ele também se sentia para baixo, desanimado, pensativo e desconfiado.
Só queria abraços verdadeiros de quem realmente estivesse com saudades, com vontade de vê-lo.
Não é desespero, nem falta de amor-próprio. É o desejo divino de sentir-se amado e desejado com corpo e alma.
Mas algo se perdeu. A admiração parece ter desaparecido. Assim como o sol...
Os dias estavam frios. O sentimentos também.
Algo ruim. Algo ruiu.
A casa não existe mais.
O que restou foi um buraco, um vazio.
Não é falta de paz. São pontos de interrogação.
São reticências.
São espaços em branco.
São
S
I
L
Ê
N
C
I
O
S
English is the bridge, Music is the language. The same thing for the other languages...
They are only bridges from mind to mind.
Connection comes through bodies and music.
Words are only imperfect and noisy materializations of thoughts.
Waves and waves... Heartbeats... Flows...
Rays...
Moon...
Sun...
God!
Entro no sistema escolar para verificar a possibilidade de atualizar os dados.
Junho sequer está disponível.
Tento ler um texto filosófico do Mestrado.
Os vizinhos começam a falar alto perto de onde estudo.
Coloco os fones de ouvido e falo ao microfone para tentar abafar.
De nada adianta e não consigo compreender o que leio.
Desisto.
Vou dar uma olhada nos livros didáticos para tentar programar as futuras aulas.
Consigo ter algumas boas ideias.
Já são 6 minutos para eu me levantar e tomar banho para sair para o local de trabalho.
Será que conseguirei dar aulas, serei respeitado?
O dia será calmo e bom?
Tenho controle sobre isso ou sou controlado?
Quem tem o controle do quê?
Essa foi minha piração matinal que talvez fosse uma inspiração atropelada por minha ansiedade de saber que tenho muitas coisas a resolver.
Poesia no Busão
(Escrita provavelmente antes de 2019)
Subindo de ônibus
Pensando em uma poesia
Que pudesse ser boa à noite
Ou de dia
Que não se transformasse em ironia
Devido ao peso que carregamos
Todo santo dia
Se não for para ser a luz que
Me guia,
Desista
Pegue as tuas coisas e vá embora
Pois já é hora
Nem toda hora é hora
Porém não sou destes que faz dos
Outros um refém
Nem me prezo para ser um também
Depois da minha fala uns dizem
Amém, outros: Vá pro Além!
Aí é que tá! Aqui é que tá! Lá é que tá! Ta - ri - faço! E eu? O que faço? Aí é que tá! Ta - ri - fa ou ri - fa? Aceitamos ou fazemos uma r...