Falta água, mas não nos meus olhos
Falta água, mas não na minha alma
Falta água, mas estou saciado
Falta água, logo terei sede
Falta água, tenho sede de quase tudo
Falta água, o mundo me resseca
Falta água...
Ler sobre Florbela Espanca através de Regina Ramos, me fez quase derramar água dos meus olhos sobre a caneca do meu café
Há pouco disse a meu amigo Allan sobre nossa existência com a fé
Tomo meu café com fé
Com a fé
Ca fé
Café
Talvez se vertesse as águas salgadas de meus olhos sobre a caneca egípcia que ganhei de Sônia, minha colega/amiga, professora e historiadora, pudesse experimentar um novo tipo de café. Um café com um toque de mim mesmo. Um café com lágrimas que não passam de materializações do que sinto na alma. Minha alma que há muito tempo já não cabe neste corpo perecível e fugaz perante a eternidade do Cosmos.
Sei que não sou daqui, sei que estou aqui. Sou árvore com raízes profundas e copa grande, que também se alonga ao infinito.
Aguardo a inspiração ma penso che è finita.
Arrivederci.
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